quinta-feira, 5 de julho de 2012

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma eraque lutou pela democracia, pela liberdade de sere ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente,a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatezno julgamento da verdade, a negligência com a família,célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo,buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadaspelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildadepara reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificaratos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço,enveredando por caminhos que não quero percorrer…Tenho vergonha da minha impotência,da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeirapara enxugar o meu suor ou enrolar meu corpona pecaminosa manifestação de nacionalidade.Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti,povo brasileiro!“De tanto ver triunfar as nulidades,de tanto ver prosperar a desonra,de tanto ver crescer a injustiça,de tanto ver agigantarem-se os poderesnas mãos dos maus,o homem chega a desanimar da virtude,a rir-se da honra,a ter vergonha de ser honesto”. Ruy Barbosa

sexta-feira, 15 de junho de 2012

AO FUNCIONÁRIO BONZINHO

Em empresas, existem três tipos de funcionários: o bom, o ruim e o bonzinho. Dia mais, dia menos, o ruim vai para fora. O bom vai para cima. Mas o bonzinho continua sempre no mesmo lugar. Apesar de ele ser simpático e competente, de ser apreciado pela chefia e de ser estimado pelos colegas, a carreira do bonzinho não deslancha. E ele não consegue entender onde está o erro. A questão é que o bonzinho não tem aquilo que as empresas chamam de "o perfil". Ele não é agressivo. Não mostra espírito de liderança. Não faz a diferença. Então, para quem está meio em dúvida se é bom ou é bonzinho, aqui vão as cinco características do bonzinho: Primeira: o bonzinho é ouvinte. Numa reunião, evita dar palpite. E está sempre fazendo aquele gesto de positivo com a cabeça. Segunda: o bonzinho concorda com tudo, principalmente com aquilo que não concorda. Sempre acha que é melhor não arrumar confusão e conversar depois, com mais calma. Terceira: o bonzinho não desafia ninguém. Não gosta de discórdia. Para ele, o empate é sempre um ótimo resultado. Quarta: o bonzinho nunca desabafa. Mesmo quando está uma arara, ele continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping. Quinta: o bonzinho detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar um dragão e virar o herói da empresa, o bonzinho prefere ficar sentado e esperar o dragão morrer de velho. No fundo, o bonzinho é o funcionário que todo mundo quer ter como colega. Ele não faz intriga, não puxa o tapete de ninguém, e está sempre disposto a ajudar a quem precisa de ajuda. Por isso mesmo, chefes e colegas preferem que ele continue onde está, contribuindo positivamente para o ambiente de trabalho. Na verdade, o bonzinho está sendo vítima do egoísmo geral, e todo mundo lhe daria inteira razão se ele reclamasse. Mas ele não reclama, porque é bonzinho. Max Gehringer

QUAL É O SIGNIFICADO QUE VOCÊ DÁ PARA SUA VIDA?