Vivemos em tempos solitários e muitas vezes não conseguimos dividir nossas angústias e problemas com outra pessoa. Cada um traz consigo um mundo particular. Aquele que as redes sociais não vê. Baseado nisso, aceitei as sugestões de amigos para compartilhar experiências vividas nesses 25 anos no caminho de tantas pessoas. Espero que gostem. Espero que em algum momento possa ajudar alguém. Mergulhem.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
A ficção também pode estar presente na sua empresa
Tags: Salada corporativa | Avenida Brasil | Empresas
Colaborador: Salada Corporativa
Devido ao meu excesso de trabalho e à rotina social desgastante, poucas vezes tenho tempo para assistir à televisão sem compromisso.
Dia desses, consegui assistir à novela das 21h, da Rede Globo, Avenida Brasil, do inicio ao fim. Percebi que a trama é bem complexa e cheia de “lobos em pele de cordeiros”. Logo que formatei a história em minha cabeça, percebi que essa trama fictícia tem muito a ver com algumas histórias reais da empresa em que faço parte.
Só pra contextualizar, estou em uma empresa há pouco mais de quatro meses, apenas. A empresa é de médio porte e está deixando de ser uma empresa familiar para se tornar uma empresa formal com três sócios, de grande porte, com perspectivas de crescimento nacional nos próximos cinco anos.
O RH que antes existia era burocrático dentro das rotinas de DP e ocasionalmente pirotécnico, ou seja, organizava festas incríveis dentro da empresa. Mas, a minha contratação veio para mudar um pouco esse funcionamento. Hoje o RH já esta caminhando da divisão do DP para a atuação de maneira estratégica e diferenciada dentro da empresa.
Tive a sorte de ter no comando da empresa uma diretora que começou a quebrar paradigmas dentro da empresa. Um deles foi a divulgação sobre a real função do RH dentro do ambiente corporativo. De início, ela já disponibilizou um espaço cativo em reuniões estratégicas de diretoria.
A solicitação da vez por parte da direção geral da empresa é que os gerentes modifiquem a postura, amadureçam e profissionalizem as demandas, atendendo às expectativas da empresa. Cerca de 80% dos gerentes chegaram nessa posição por serem os melhores técnicos/operacionais e ou por serem antigos na empresa, 60% possui nível superior completo, 70% mais de 45 anos de idade.
Todas as vezes que o RH sai de uma reunião com a diretoria, as solicitações começam a “pipocar” dentro da empresa. E então, quando começam as rodadas de reuniões entre RH e gerentes para estabelecer metas, propor mudanças e estabelecer prazos, começa a novela: Oi, oi, oi!
O Gerente Patrimonial (Mãe Lucinda) me conta histórias sombrias do passado e de como e quais circunstâncias levaram o Gerente Operacional (Carminha) até essa posição dentro da empresa. O Gerente Comercial (Nina) sempre sorri e me trata muito bem e vive dizendo para “os quatro ventos” o quanto o RH é importante e que logo o RH ajudará a empresa a mudar para melhor! O Gerente Financeiro (Max) vive acusando o Gerente estratégico (Nilo) de adorar gastar o dinheiro da empresa em “farras” particulares para conseguir novos investidores.
Em no fim essa é a trama que eu vivo hoje dentro da empresa. Meu maior medo é de fato ser ou me transformar no Tufão. Imagina?
Brincadeiras à parte, a história é essa e eu não quero ser absorvido por essa trama. Desejo melhorar a situação, mas ao mesmo tempo, minha diretora “quer pra ontem” os resultados. Quando sou indagado sobre o modelo de gestão empregado por cada gerente, fico muito perdido, pois eles agem como se nada estivesse ocorrendo, se acham “Deuses do Olimpo” e são muito autoritários.
Sei que não existe uma “receita” para mediar esses conflitos, porém acredito que compartilhando essa história muitas ideias possam surgir e muitas outras pessoas/RH podem se identificar com a trama e compartilhar suas experiências. Que tal trocarmos informações e acabar com a “Avenida Brasil” Corporativa?
O blog Salada Corporativa é uma iniciativa da empresa Argumentare, suas sócias são as chefs do blog e publicam, diariamente, textos sobre comportamento humano, coaching, gestão de carreira, empreendedorismo, dicas de livros, cultura e lazer.
O que mais elas têm em comum? Reúnem excelência acadêmica e sólida experiência corporativa, são apaixonadas por escrever, compartilhar ideias, ler, aprender… Têm imenso interesse por gente, música, viagens, vinhos e gastronomia
sábado, 17 de julho de 2010
ATÉ ONDE VOCÊ VAI?

O homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste ? Não !
Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado ? Não !
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas" . A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.
Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Aprenda a Empreender

Posso aprender a ser empreendedor? Como ser subversivo sem prejudicar minha carreira? Na entrevista que segue, o consultor americano Gifford Pinchot responde a essas e outras dúvidas. Vamos a ela:
Qualquer pessoa pode se tornar um empreendedor, pode aprender a ser um?
Com certeza. É só uma questão de você se ouvir e descobrir o que quer fazer. Não escute apenas seus chefes, decida sozinho o que é importante. Depois, estabeleça as etapas para realizar a sua idéia e monitore seu caminho. Algumas situações exigem que se empreenda. É a história da mulher que não trabalhava e só cuidava dos filhos. Um certo dia, o marido resolve sair de casa e ela tem que se virar. Se você fizer um teste com a mulher antes de o marido sair de casa, não vai encontrar uma personalidade empreendedora. Mas, se testar depois, encontra.
O que fazer, na prática, para se tornar um empreendedor?
Posso apontar seis pontos fundamentais:
• Encontre algo em que você realmente acredite, que esteja alinhado com seus valores e que você queira empreender.
• Faça um plano de negócios para ajudá-lo a transformar sua idéia em realidade.
• Tire suas dúvidas com outros empreendedores.
• Esteja pronto para fazer qualquer trabalho necessário para que sua idéia dê certo. Se tiver que varrer o chão, faça-o. Muitas vezes, ninguém nos dá apoio quando fazemos algo novo. Ou, o que é pior, enfrentamos muita resistência.
• Monte uma equipe. Você precisa vender bem sua idéia para deixá-la entusiasmada. E não deixe de ouvir as idéias dos outros.
• Encontre alguém para "apadrinhar" sua idéia, para lhe dar suporte e até protegê-lo. Normalmente essa pessoa não é seu chefe, ela está em outros departamentos da empresa. Isso não significa que o suporte de seu chefe não seja importante.
Em seu livro, o senhor diz que um empreendedor deve, se for preciso, quebrar regras para realizar seu sonho. É possível fazer isso sem ter problemas, ou até sem ser despedido?
Faça a você mesmo duas perguntas: se as coisas que estou fazendo derem errado, eu terei feito um grande estrago? Em que casos preciso pedir permissão antes? Use o bom senso. Não seja antiético: seu objetivo deve ser o bem da empresa e de seus clientes. Não faça nada só por razões pessoais. Avalie quais regras podem ser quebradas e quais não podem. Há sempre mais regras do que é possível obedecer. Muitas vezes, seguir todas as regras é antiprodutivo.
Num país como o Brasil, em que há altas taxas de desemprego, também é recomendável correr esses riscos?
Acho que depende de quanto risco você vai correr, de quais são suas qualidades e de quanto você é importante para a empresa. Para ser um empreendedor, você tem de ter coragem. Deve ter certeza de que é bom o bastante e de que, se for demitido, encontrará outro emprego. O mundo está cheio de burocratas desempregados e as empresas procuram os inovadores.
A maioria das empresas ainda não tem essa cultura de grande abertura a novas idéias. Como um gerente pode ajudar a criar esse ambiente?
Há alguns fatores que ajudam a criar esse ambiente. O que cada gerente pode fazer é encontrar os empreendedores de sua área e ser seu "padrinho". Protegê-los, ajudá-los a conseguir fontes, acompanhá-los para que não façam nada de errado.
Hoje, se uma empresa não der espaço para seus empreendedores, ela está fadada ao fracasso?
Depende de sua área de atuação. Alguns setores estão mudando muito rápido; outros, num ritmo mais lento. E nem sempre há necessidade de inovação. Mas aos poucos as empresas estão aprendendo a liberar seus funcionários para que eles empreendam em vez de conduzir suas tarefas de forma burocrática. Cerca de 80% das pessoas numa grande organização fazem algum tipo de serviço para outras pessoas dentro da empresa. O empreendedorismo deve ser aplicado para essas tarefas internas e não apenas para a criação de novos produtos - que é apenas a menor parte das rotinas na empresa.
Fonte: Revista VOCÊ S.A.
sábado, 1 de maio de 2010
EMPREEENDEDORISMO E ADVOCACIA

O fracasso é a oportunidade de começar de novo inteligentemente.
Henry Ford
Estamos diante de um grande desafio para novos e antigos escritórios jurídicos que é torná-lo um negócio de sucesso.
A cobrança exaustiva pelo sucesso empresarial, a maximização do retorno em curto prazo, qualidade total, produtividade, eficiência, eficácia, just in time... torna os profissionais paranóicos constantes para manterem-se no mercado.
Os processos de melhorias contínua, são necessariamente implantados, pois competir significa manter e ampliar sua carteira de clientes, de parceiros, de fornecedores, e principalmente manter sua equipe de trabalho com talentos motivados e capacitados.
É importante esclarecermos que não se trata de mudar o saber jurídico, que em sua excelência será permanente, porém a reinvenção da atividade jurídica é um fato. A importância do planejamento estratégico na estrutura e condução do negócio, torna os escritórios de advocacia, em organizações lucrativas além de uma fonte de prazer pessoal e realização profissional.
O verdadeiro desafio é, mais do que conquistar clientes, ter aptidão para mantê-los. Diante disso, o novo perfil que emerge no mercado jurídico, é o profissional como agente transformador, capaz de desenvolver na rede produtiva de uma organização, perguntas e respostas objetivas e ajustadas a realidade. Inexoravelmente, a atuação proativa, orientada a resultados e metas ousadas serão o diferencial do profissional de destaque.
Esses fatos, somados a outros tantos, estão obrigando os advogados a uma revisão plena de suas atividades cotidianas, de suas estratégias institucionais e de sua postura. Não basta deter o conhecimento técnico profundamente, é necessário ser mais. A visão empreendedora facilita a identificação das forças atuais e das fraquezas à luz das oportunidades de mercado.
Mas como ser um empreendedor no campo jurídico? Vamos descobrir se você possui as características necessárias para ser um Empreendedor?
Elaine Souza
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