Vivemos em tempos solitários e muitas vezes não conseguimos dividir nossas angústias e problemas com outra pessoa. Cada um traz consigo um mundo particular. Aquele que as redes sociais não vê. Baseado nisso, aceitei as sugestões de amigos para compartilhar experiências vividas nesses 25 anos no caminho de tantas pessoas. Espero que gostem. Espero que em algum momento possa ajudar alguém. Mergulhem.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
NÃO SEJA UM PROFISSIONAL PLANTA
Publicado em 14/08/2012 por Bruno Soalheiro
Existe uma plantinha na natureza, da qual não me lembro o nome, que quando é tocada se fecha completamente, provavelmente buscando se proteger do estranho que invade seu espaço. Tais plantinhas ficam ali, paradas, inertes, imóveis. À não ser que recebam algum estímulo, continuam rigorosamente paradas.
Assim são as plantas, assim são alguns profissionais. Você contrata o indivíduo, descreve para ele o papel que deve desempenhar, mas por motivos variados o sujeito insiste em se comportar como uma planta sensitiva. Se você abordar, se mexe, o mínimo possível. Agora, se você não abordar, não pedir, não solicitar, não cobrar, fica ali, como a plantinha satisfeita por não ser incomodada.
Algumas vezes ainda, se for questionado sobre o motivo que não ter tomado alguma atitude, responde: __ Mas você não me pediu! __.
É de impressionar a falta de imaginação (ou a preguiça) de algumas pessoas que ocupam os quadros das empresas hoje, sejam elas grandes ou pequenas. São pessoas exclusivamente reativas.
Falo de verdade, se você passar o dia sem solicitar algo, ficam o dia todo ali, ou paradas ou fuçando alguma coisa pessoal. São incapazes de propor, sugerir, iniciar, enfim, surpreender a empresa com algo que, embora não tenha sido requisitado, pode ser muito útil.
Eu me lembro do caso de um jovem que trabalhava no suporte a usuários de TI. Cheguei até ele um dia, expus que meu telefone havia tido um problema com a conta de email, e entreguei o aparelho para que pudesse ser configurado. No entanto, 10 minutos depois precisei sair para uma reunião, e peguei o aparelho de volta, dizendo que depois o entregaria para ele arrumar.
Então resolvi fazer o seguinte teste: Não vou levar o aparelho até ele, e veremos se ELE irá me procurar para resolver o problema. Não que seja uma obrigação dele, afinal, eu disse que levaria de volta, mas será que esta pessoa sairia do “lugar comum” de dezenas de profissionais reativos e viria até mim espontaneamente tentar solucionar meu problema?
Pois depois disso já cruzei com o “Mr. Planta” mais de 15 vezes, até almoçamos juntos. Não seria possível ele ter esquecido do problema, pois 3 dias antes, quando levei o aparelho, ele sabia que era sério, eu gerenciava um projeto importante e precisava receber emails quase em tempo real. No entanto, por uma razão que minha inteligência não é capaz de compreender, ele jamais se manifestou proativamente para resolver meu problema. (E ganhar milhares de pontos comigo!!).
No quarto dia, como eu precisava do serviço, fui lá, entreguei o celular, e em meia hora estava resolvido. Tecnicamente o rapaz é bom, comportamentalmente, não é que seja ruim, ele é apenas “suficiente”. E gente suficiente apenas fica ali, não cresce! É bem provável que vá passar a vida toda como assistente; e reclamando de nunca conseguir uma promoção.
Pois então fica minha sugestão, especialmente se você ainda está em níveis de assistência ou suporte. Não faça sua obrigação, não faça o que te pedem, faça além. Procure observar as pessoas que buscam sua ajuda e superar as expectativas dela. Não seja como uma planta sensitiva que somente reage, suficientemente, ao estímulo que recebe. Gente mediana ficará na média, morrerá na média.
Você às vezes não perceberá, mas toda vez que tomar a decisão de ir além da simples resposta a um problema e surpreender aquele que requisitou sua ajuda, esta pessoa, mais cedo ou mais tarde, falará de você. E quando ela encontrar outra pessoa que teve a mesma percepção, as duas concordarão que você é realmente muito mais do que um simples resolvedor de problemas; você é um criador de soluções. E é aí meu amigo que você começa a fazer sua lenda pessoal.
Não se acomode, não responda apenas, faça mais do que o mínimo e verá as portas se abrirem para você enquanto os “plantas” ficarão ali, dia após dia, ano após anos, sem sequer imaginar o motivo de não crescerem.
Sucesso!
Publicado em: ogerente.com
http://ogerente.com/carreiraesucesso/2012/08/14/nao-seja-um-profissional-planta/?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=101788b8e7-Rede_O_Gerente_17_08_2012&utm_medium=email
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
ROUPAS PARA TRABALHAR
PESCOÇO ALONGADO EM DECOTES ABERTOS
Não só pescoço, mas pulsos e tornozelos à mostra sempre sofisticam o look: partes do corpo mais magrinhas à mostra significam uma figura toda mais afinada, e figura mais afinada sempre parece mais elegante. Clica aqui pra ter idéias de como fazer!
VISUAL SEM QUEBRA DE COR NA CINTURA
Mesma idéia do primeiro “mandamento”: quanto mais alongada a silhueta parecer, mais sofisticada a imagem inteira também parece. E quando a gente usa as partes de baixo e de cima do look na mesma cor (ou em cores diferentes em tonalidades semelhantes), sem criar dois blocos “distintos” e separados na silhueta, o visual não tem quebra de cor na cintura. Sabe como?
TRÊS CORES (NO MÁXIMO) POR LOOK
Quanto mais cores num look, mais informal ele fica. Esse é o mandamento que tem efeito mais imediato na hora de sofisticar o guarda-roupa profissional! Bom é manter três cores no máximo por look – sendo uma dessas cores mais viva e as outras, de preferência, mais neutras e calmas.
CORES NEUTRAS NA ROUPA, COLORIDAS NOS ACESSÓRIOS
Mais de coordenações que sofisticam: na hora de selecionar as três cores, a gente pode dar preferência à peças de roupa em cores neutras pra deixar as cores coloridas pros acessórios que usar – e coordenações de neutras com neutras são sempre uma pedida elegantona. Assim as cores coloridas marcam presença e alegram o look, mas em “pequenas doses” - equilibrando mensagens e comunican
UMA ESTAMPA OU UMA TEXTURA POR VEZ
Estampas e texturas são “informalizadores” de look. Então, quanto mais estampas e texturas num visual, mais informal – e não sofisticado! – ele fica. Quando o look tiver textura ou estampa elas podem ser o ponto de partida pra coordenar todo o resto, com tudo mais liso e neutro na composição!
TRÊS PECAS EM CADA LOOK
A gente continua achando que look com uma terceira peça como complemento é sempre mais elegante e sofisticado do que looks mais simples. Clica aqui pra conhecer mil jeitos de acrescentar a terceira peça ao look – no calor e no frio, no ambiente mais arrumadão ou mesmo no mais informal.
CAIMENTO SOLTO SEM GRUDAR NA PELE
Essencial pra parecer elegante é não parecer apertada, desconfortável ou mesmo mais sensual do que um ambiente profissional deixa a gente ser. O caimento de tudo que a gente usa pra trabalhar pode seguir a silhueta e definir formas, mas sem grudar na pele, sabe como?
MATERIAIS DE QUALIDADE
Outro essencial: não adianta a gente querer sofisticar e usar materiais dos mais informais do universo (tem um monte de direções aqui, clica!). E material de qualidade não significa material caro – significa o melhor material que o nosso orçamento pode comprar, bem conservadíssimo inclusive.
Então, vejam que a lista não quer deixar ninguém com cara de séria nem quer moldar ou engessar o vestir. Tem como adaptar esses “mandamentos” pra profissões diferentes e tem também como compensar um mandamento com outro, se for o caso! Prontas pra arrasar amanhã no escritório?!??
Fontes de imagem: Blog Fashion 4Fun-
http://fashion4fun.com.br/moda-dica-roupa-para-trabalhar-comportada-sem-ser-careta
Fontes de texto: Blog- Oficina de Estilo- http://oficinadeestilo.com.br/blog/tag/roupa-para-trabalhar/
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Os tipos mais chatos de colegas de trabalho e como lidar com eles
Fonte: Blog Gerente bem informado
http://www.gerentebeminformado.com.br/2011/06/os-tipos-mais-chatos-de-colegas-de.html
Não tem jeito. A menos que você tenha sido o escolhido para cuidar daquela paradisíaca ilha australiana, terá que conviver com algumas (ás vezes muitas) pessoas no seu local de trabalho. Poucos são os sortudos que fazem parte de equipes afinadas, que se complementam perfeitamente e mais parecem uma família. Geralmente rola um stress, seja por causa do volume de trabalho ou por causa de mera incompatibilidade de gênios. Não adianta, por mais que você goste e seja amigo do colega ao seu lado, uma hora vai se irritar com ele. Vamos pensar um pouquinho sobre os diversos tipos de colegas chatos e como lidar com eles?
O FOLGADO
É aquele que faz cara de ocupado, mas passa o dia inteiro no MSN combinando festa com os amigos. Na hora das reuniões, tenta levar crédito pelo trabalho de todo mundo e irrita profundamente. Mas como o cara é parceiro de cerveja no final de semana, o povo acaba relevando. Solução: chama o cara para o trabalho. Pede ajuda, envolve a criatura nas atividades realizadas. E se não adiantar, chama o chefe.
O OLHEIRO
Esse tipo está o tempo todo andando pela empresa. Sabe onde todo mundo está e o que está fazendo. Quem já terminou o trabalho, quem ainda tem pendências, quantas vezes cada um foi no banheiro ou tomar café. Cuida da vida e do trabalho de todos enquanto o dele se acúmula em cima da mesa. Passa tanto tempo preocupado com o trabalho dos outros que nunca tem tempo pra fazer o seu.
O FOFOQUEIRO
Apesar de levarmos sempre a fama, os homens são igualmente (ou até mais) fofoqueiros. Em todo lugar tem aquela pessoa que gosta de comentar a vida de todo mundo, e nem sempre de uma maneira legal. A maldade destilada atinge desde o nosso desempenho no trabalho até a nossa vida pessoal. Para uma criatura assim, só há uma coisa possível a ser feita: manter distância. Muita distância. Mesmo que tenhamos muita curiosidade para saber o que está acontecendo na vida de todo mundo, a próxima vítima pode ser você.
O RECLAMÃO
O cara passa o dia se lamentando: as pessoas são chatas, o trabalho é insuportável, a vida é uma merda. Meia hora ouvindo aquilo ali e parece que você está carregando o mundo nas costas, de tão negativa que é a sua energia. Solução: educadamente, sugira ao colega que procure uma atividade que lhe dê mais prazer. E ao chegar em casa, não esqueça de tomar um banho com sal grosso.
O METÓDICO
O cara tem o jeito dele de trabalhar e de fazer as coisas. Ele já tem na cabeça dele qual é o jeito “certo” de realizar determinadas tarefas e se você não faz do jeito DELE você está fazendo tudo errado, ainda que no final o resultado seja exatamente o mesmo.
O NERVOSO
Nunca está satisfeito com nada. Sempre com os nervos a flor da pele, explode por tudo. Vê defeito em tudo, reclama, reclama, mas nunca apresenta uma solução. Chega na empresa reclamando e vai embora reclamando.
O AMBICIOSO
Esse só pensa em subir na vida. Puxa o saco dos superiores, tenta levar crédito por tudo de bom que o setor produz e não tem o menor pudor em puxar o tapete dos outros. Esse tipo é mais comum que a gente pensa. Desconfie de gente muito boazinha e simpática. Abra o olho, não compartilhe suas idéias e acredite que terá sucesso mesmo sem se submeter a esse tipo de coisa. Mas não deixe de aprender uma coisa fundamental com essa figura: a vender o seu peixe. Propaganda é a alma do negócio, em qualquer negócio.
O PERSEGUIDO
Está o tempo todo falando em complôs. Acha que vai ser mandado embora a qualquer momento. Se você passou por ele logo de manhã e não falou “Bom dia” com um sorriso enorme no rosto ele já acha que você está bravo com ele, ou que você está sabendo de algo relacionado à sua demissão.
O PALHAÇO
É difícil não identificar alguém que você conhece nessa categoria. Esse é a alma da festa, e a alegria do escritório. Sempre fazendo brincadeiras e animando o ambiente, ele alivia as tensões de um dia puxado no trabalho. Mas cuidado para não se contagiar com o espírito alegre do palhaço e deixar suas atividades de lado para contar piadas. Tudo tem hora.
O CAPACHÃO
Quem lembra do Capachildo Capachão da TV Colosso? “– Oh, magnânimo chefinho.”
É impossível não dizer que um dos tipos mais irritantes são os puxa-saco. Se o chefe for pra praia o cidadão é capaz de morrer afogado. Se tirar uma radiografia, certeza que aquele seu colega de trabalho aparecerá pendurado. Afinal, quem precisa de personalidade se tem um saco pra puxar?
Haja paciência com esse tipo! Pior que o puxa-saco só mesmo o chefe que gosta do puxa-saco.
O BONZINHO
Sabe aquela pessoa que está o tempo todo sorrindo, te chamando de “amiga”, cheia de abraços e beijinhos e carinhos, te trata como a pessoa mais querida do mundo, mas está preparando a sua cama e não perde a oportunidade de, nas suas costas, claro, apontar seus defeitos para os outros? Pois é! Tenho tanto trauma desse tipo que não confio em gente “AI AMIGAA” demais.
Este post é uma adaptação do Diva Diz e Tramado por Mulheres
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Será que apenas um bom salário, segura um bom funcionário?
O sonho de grande parte dos trabalhadores era ter sua carteira de trabalho assinada e receber um bom salário. Quando mais jovem, sonhei com isso muitas vezes. Acreditava que se trabalhasse com carteira assinada e ganhasse um bom salário, nunca mais abandonaria a empresa. Mas, com o passar dos anos, e alguns cabelos brancos, percebi que nem tudo que reluz é ouro.
Primeiro percebi que encontrar uma empresa que desejasse assinar carteira, não seria fácil. Depois, percebi que ganhar um bom salário tem duas versões; a sua, e a do patrão. Claro, que sempre prevalecia a do patrão.
A grande maioria da massa trabalhadora, assim como eu, foi percebendo, que ter carteira assinada, sentir-se seguro, e no fim de cada mês receber um "bom salário", já não era garantia de nada. Aos poucos, e com várias ajudas, conte-se aqui, claro, a internet, ― nossas vendas foram removidas.
Acordamos para um mundo completamente mudado, altamente competitivo e pouco racional. Aquela "segurança" tão sonhada deixou de existir como num passe de mágica.
Ainda me recordo de uma entrevista de emprego em Lisboa, há mais de quinze anos, quando selecionador me descartou porque eu, em 10 anos, havia trabalhado para três empresas. Ele disse que eu era inconstante. Nem quis ouvir minhas explicações. Assim também pensavam muitas empresas brasileiras. Empregado bom era empregado que vira "móvel da casa".
Hoje, é exatamente o contrário. O trabalhador que não viveu várias experiências é menos valorizado no mercado.
As empresas preferem pessoas com múltiplas experiências, especialmente em cargos de liderança. Por isso, a pretensa segurança se tornou um bem raro. Existem novos fatores, valores e exigências, que tornam a vida dos funcionários contratados cada vez mais instável.
Mas voltando ao tema, aos poucos, o mercado vem descobrindo que para segurar uma estrela não basta apenas pagar um bom salário. Segundo pesquisas, "o reconhecimento, bom ambiente de trabalho e oportunidade de carreira", vem no topo das necessidades das pessoas empregadas. Como já comentado por vários especialistas, o salário já não segura ninguém.
Veja o caso da Google, Facebook. A maioria das pessoas que estão nessas empresas, trabalhavam na Apple, Microsoft, e eram pessoas bem pagas. Por que então saíram? Bem, podemos apontar para um novo fenômeno mundial, a ânsia de serem donos de si mesmos. O desejo de serem empreendedores.
Cada vez mais, as pessoas estão descobrindo que vale a pena arriscar e abrir seu próprio negócio, pois aquela segurança que havia no passado, já não é o fator determinante para os manterem na empresa.
Assim sendo, se você deseja reter suas estrelas, e evitar que elas partam para concorrência, tenha em mente que apenas um bom salário não é mais suficiente.
Por: Fernando Fernandes-
Fonte: http://www.programacases.com.br/artigo/sera-que-apenas-um-bom-salario-segura-um-bom-funcionario
terça-feira, 14 de agosto de 2012
O CURRÍCULO CERTO E ERRADO
Saiba como evitar os problemas que podem tirar o seu nome da disputa por uma vaga antes mesmo da entrevista
Por Françoise Terzian
Passar para a segunda fase de um recrutamento que começou com a seleção de currículos requer atenção a detalhes:
Fotos inadequadas, português errado e letras coloridas chegam a derrubar um em cada quatro currículos enviados por candidatos a uma vaga. “Recebemos 180 000 currículos ao ano e 25% deles são descartados por ser muito longos ou conter erros gramaticais”, diz Augusto Costa, diretor-geral da Manpower no Brasil.
A consultoria de recursos humanos, de São Paulo, atende empresas como Motorola e Michelin. Aqui, Augusto e outros especialistas em recrutamento apontam quais são os sete erros fatais de um currículo. Sem eles, suas chances de conseguir a vaga aumentam. Veja, abaixo, exemplos resumidos de um currículo bom e de outro ruim.
EVITE
FOTOS E RG
Só mande foto (3×4 comportada, claro) se isso for pedido por quem está fazendo a seleção.“E nunca inclua o número do RG e CPF no currículo”,diz Mara Turolla,consultora da Career Center,empresa de recolocação.
POLUIÇÃO VISUAL
Nada de firulas: a melhor apresentação são folhas brancas simples e fontes Arial ou Times New Roman — mais clássicas.
ERROS DE PORTUGUÊS
São os mais comuns — como os que estão marcados em amarelo ao lado — e podem reprovar um bom candidato.”Demonstram que ele foi desleixado.Ou que não sabe escrever”, diz Augusto, da Manpower.
FALAR DIFÍCIL
Informações demais fazem o selecionador gastar tempo — e a média que eles dedicam a um currículo é 40 segundos. Não vá escrever que fez curso de datilografia, tampouco. “Prolixidade mascara as informações relevantes”, diz Alexandre Ullmann, gerente de recrutamento da CPM Braxis, empresa de tecnologia da informação.
MENTIRAS
Há quem diga que concluiu um curso sem ter realmente chegado ao fim. Vale o mesmo para dizer que é fluente em inglês. Por fim, errar nas datas de permanência nas empresas acaba levantando suspeitas do entrevistador.
FALTA DE FOCO
Realce seus resultados numéricos mais do que as tarefas que você desempenhava. Em vez de “analisava as estratégias de marketing”, use “elevei as vendas da empresa em 15% após analisar a concorrência”.
DESTACAR O INÍCIO DA CARREIRA
Deixar os últimos empregos para o fim pode fazer seu currículo ser descartado prematuramente.As informações devem vir em ordem decrescente.“Se sua carreira for muito longa, saliente os cargos mais recentes”, diz Augusto Puliti, gerente da consultoria Michael Page.
Fonte: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0111/fechado/evolucao/mt_250983.shtml
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
UM GESTOR TEMPERAMENTAL
Por Sonia Jordão*
Imagine que uma empresa contrate um novo gestor na área comercial com a expectativa de que as vendas aumentem. No início do trabalho, até parece que isso vai acontecer, mas, com o passar do tempo, os resultados alcançados ficam cada dia mais distantes das metas. Mesmo o gestor sendo um profissional com um excelente currículo, comprometido, trabalhador e responsável, infelizmente, tudo isso não é suficiente: é preciso atingir as metas.
Mas por que será que o gestor, ainda que bem qualificado, não conseguiu atingir as metas? Ele não sabe. E quando é demitido tem uma sensação terrível, mas mesmo assim tenta não se sentir um fracassado. Acredita que bons profissionais não ficam desempregados e é consciente de seu valor e de seu potencial. Por isso, prepara-se para procurar um novo emprego. Atualiza seu currículo, envia para diversas empresas e o cadastra em alguns sites.
Quando é chamado para alguma entrevista busca conhecer a empresa para se sentir mais preparado. Pensa que não ter conseguido bons resultados não é motivo para desanimar. Porém, está consciente que se não der certo dessa vez, sua carreira correrá sérios riscos.
Consegue uma vaga na área comercial e, após alguns meses, aumenta as vendas significativamente. Procura defender os interesses da Empresa onde trabalha, para que tenha lucratividade, mas também consegue defender os interesses dos clientes junto a Empresa. É muito bom negociador e tem a empatia como ponto forte de suas características.
Depois de um tempo na empresa, recebe uma reclamação de seu principal cliente. Verifica o que aconteceu e descobre que a reclamação procede: o setor de produção cometeu um erro. Resolve ir até a produção para informar o que havia ocorrido e preparar o pessoal para que corrijam o problema. Chama algumas pessoas da equipe de produção para discutirem a melhor solução e, à medida que explica o que aconteceu, aumenta seu nervosismo. Não consegue entender como cometeram aquele erro, e justamente com seu principal cliente. Sem conseguir dominar seus sentimentos, quando menos se espera grita com o funcionário que ele acredita ter cometido o erro. Depois de dizer tudo que acha ser importante, acalma-se um pouco e volta para suas atividades.
Quando explode, o gestor temperamental acredita que está com a razão e não percebe que sua forma de falar magoa as pessoas. Em alguns casos, ele briga com pessoas que são peça-chave na Empresa, funcionários daqueles que são difíceis encontrar outro com tamanha competência. Um daqueles que é preciso fazer de tudo para não perdê-lo.
O pior da atitude do gestor é que, quando o funcionário comete algum erro, ele chama a atenção do profissional na frente de seus colegas e de uma forma que nem lhe permite se justificar. Aí, por medo de errar e ser chamado a atenção novamente, o profissional deixa também de tomar novas atitudes, tentar inovar. Isso porque sabe que se cometer qualquer erro, acabará vendo uma explosão do gestor e se recebe uma repreensão sente-se arrasado.
A alta direção toma conhecimento do acontecido e como acreditam que é possível conseguir resultados positivos sem impor nada, mostra ao gestor que ele não está agindo de acordo com os valores da organização. Avisam que mesmo vendendo muito, isso não é suficiente para o gestor permanecer na empresa. Resolvem, então, lhe dar uma última oportunidade.
O gestor pensa: o que fazer? Sem resultados é demitido. Com resultados também corre o risco de ser demitido mais uma vez...
Ao analisar bem o problema descobre que atualmente a liderança na base do “comando e controle” não obtém o mesmo resultado de há alguns anos atrás.
Seus pensamentos se articulam e se refletem nas seguintes questões:
1. Quando o líder comete um erro deve ou não pedir perdão? O reconhecimento do erro ajuda na recuperação da dignidade e na mudança de atitude?
2. Quem pretende ser um vencedor na vida, como deve encarar seus erros?
3. Os erros dos subordinados justificam o erro do líder?
4. Como evitar a reação por impulso e refletir sobre a solução mais adequada, com a cabeça fria?
5. Como motivar os subordinados? Como prestigiá-los e desafiá-los?
6. Como corrigir os erros dos subordinados?
Texto baseado no conteúdo do romance corporativo “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo” de autoria de Sonia Jordão.
Fonte: *Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora de diversos livros sobre liderança.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
ARISTEU E O DOMÍNIO DA PAIXÃO
Aristeu era adorado na Grécia antiga como o protetor dos caçadores, pastores e dos rebanhos. Considerado como o pioneiro da apicultura e da plantação de oliveiras, ele era filho de Apolo e da ninfa Cirene. De seu pai ele havia herdado os dons da cura e da profecia, mas mesmo sendo filho de um deus e considerado benévolo, ele não conseguiu a imortalidade estando exposto às vulnerabilidades humanas.
Na véspera do casamento de Eurídice e Orfeu, Aristeu tentou seduzir Eurídice. Quando ela tentou escapar foi picada por uma serpente venenosa. Ouvindo o triste canto de Orfeu pela morte de Eurídice, as ninfas resolveram vingar-se de Aristeu matando todas as suas abelhas. Inconsolado pela perda de sua colméia, Aristeu pediu à sua mãe que o ajudasse a recuperar suas abelhas.
Cirene falou-lhe de Proteus, o velho e sábio profeta que talvez pudesse ajudá-lo. Porém Proteus se recusava a fazer profecias e fugia metamorfoseando-se em animais, árvores, água e fogo. Mas havia um jeito de dominá-lo: bastava esperar que ele dormisse e o mantivesse preso entre braços, mesmo quando ele se transformava em terríveis feras e monstros.
Antes de levar seu filho diante de Proteus, Cirene perfumou seu filho com néctar, a bebida dos deuses. Logo Aristeu foi tomado de grande coragem. Proteus saiu da água junto com seu rebanho de focas e adormeceu na entrada da gruta. Nesse momento, Aristeu lançou-se sobre ele acorrentando-o com todas as suas forças. O profeta se transformou em leão, dragão, tigre, javali e outros monstros, mas Aristeu o manteve preso apesar dos seus artifícios.
Percebendo que era inútil, Proteus rendeu-se aos apelos de Aristeu e disse-lhe: " Por seus atos interrompeste a felicidade de Orfeu e Eurídice. Deves apaziguar a ira das ninfas e render homenagens fúnebres à Eurídice. Para tanto deverás escolher e sacrificar quatro touros de belo porte e quatro de suas melhores novilhas. Deves deixar as carcaças no bosque e cobri-las com folhas. Volte lá apenas depois de nove dias..."
Aristeu não entendeu o que isso poderia ajudá-lo, mas atendeu às recomendações de Proteus. Voltando ao local depois de nove dias maravilhou-se com o que viu: um enxame de abelhas havia tomado posse das carcaças e trabalhava numa colméia.
Aristeu casou-se com Autônoe, que era filha de Cadmo - Rei de Tebas. Eles tiveram o filho Acteon que, ao tornar-se adulto teve um trágico destino. Exímio caçador, Acteon fora criado pelo Centauro Quíron. Um dia, estava caçando na floresta quando deparou com Artemis e as suas ninfas banhando em um lago. Famosa por sua castidade, Artemis ficou indignada quando viu Acteon observando-as. Molhando as mãos, aspergiu água no caçador que se transformou em um veado. Em sua nova forma, Acteon foi perseguido e devorado pelos própios cães.
Abatido pela morte de seu único filho, Aristeu consultou o oráculo de Apolo que o orientou a seguir para a Ilha de Ceos. Lá, ele conseguiu interromper uma praga que se abatia sobre a Grécia, oferecendo sacrifícios no momento do nascimento da estrela Sirius. Viajando pela Itália, encontrou Dionísio e foi iniciado em seus ritos secretos. Vivendo perto do Monte Haemus, nunca mais foi visto pelos mortais...
O mito de Aristeu está relacionado à coragem de recomeçar mesmo diante de profundas perdas. Recomeçar às vezes inspira medo, mas também traz a esperança de tentar de novo, reconquistar e principalmente resgatar a autoestima, investindo e reacreditando em si mesmo. Assim como Aristeu, somos vulneráveis e estaremos expostos aos erros, perigos e decepções, mas quando recomeçamos já teremos aprendido como evitá-los.
O medo de recomeçar pode esconder boas oportunidades, mas se estivermos dispostos a enfrentar com coragem os obstáculos, que certamente surgirão, poderemos reescrever a nossa história da qual somos os próprios autores. Recomeçar pode significar aventurar-nos em novos caminhos dos quais não temos referências, mas se nos abrirmos à oportunidade de conhecer novas pessoas e lugares, poderemos nos surpreender com nossa capacidade de superação. Recomeçar também significa buscar apoio e fazer alguns sacrifícios, abrindo mão do conforto da acomodação, além da necessidade de aguardar o tempo certo para obter resultados. Aristeu aguardou 9 dias; talvez seja necessário aguardar um pouco mais.
Desde Aristóteles as abelhas são consideradas criaturas puras e castas devido à alimentação vegetariana e conhecidas por sua abstinência sexual, exceto a rainha das abelhas que é fecundada uma única vez por toda sua vida. A prosperidade de Aristeu foi abatida pela imprudência ao seguir suas paixões e instintos sem calcular as consequências. Ele perdeu suas abelhas porque distanciou-se das virtudes que sua ocupação exigia: prudência e pureza nas atitudes. Da mesma forma, podemos perder boas oportunidades quando nos distanciamos da ética e da moralidade.
Como Aristeu, seu filho Acteon também foi vencido e destruído pela paixão desmedida. Segundo especialistas, o organismo dos apaixonados produzem grandes doses de anfetaminas naturais como dopamina, norepinefrina e feniletilamina. São elas as responsáveis pela euforia típica que tira os nossos pés do chão, nos distancia da realidade e influencia em nossa capacidade de raciocinar. É próprio do ser humano apaixonar-se, o perigo da paixão é deixar-se dominar por ela...
FONTE: Blog Mitologia Grega - http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/
Por: Lucia de Belo Horizonte- MG
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