Vivemos em tempos solitários e muitas vezes não conseguimos dividir nossas angústias e problemas com outra pessoa. Cada um traz consigo um mundo particular. Aquele que as redes sociais não vê. Baseado nisso, aceitei as sugestões de amigos para compartilhar experiências vividas nesses 25 anos no caminho de tantas pessoas. Espero que gostem. Espero que em algum momento possa ajudar alguém. Mergulhem.
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
De Sapos, de Águias e de Mudanças

Uma conhecida e cruel experiência no campo da biologia provam que, um sapo colocado numa panela com água da sua lagoa, levada ao fogo, fica imóvel durante todo o tempo em que o líquido se aquece até ferver. Ele não reage ao gradual aumento da temperatura e morre cozido. Já um sapo jogado numa panela com água fervente salta imediatamente para fora, meio chamuscado, porém vivo!
Alguns empresários e dirigentes agem como sapos fervidos. Não percebem as mudanças no ambiente dos negócios e acham que está tudo bem, que tudo vai passar e que é só uma questão de tempo. E quebram ou fazem um grande estrago em suas empresas morrendo como o sapo da lagoa da água fervida!
A metáfora acima pressupõe a necessidade de linguagem adequada para o entendimento nos relacionamentos interpessoais nas empresas. "Falar a mesma língua" na empresa não significa exatamente que há entendimento. Há em cada ser humano um universo de crenças, ideias e percepções diversas, do qual depende o sentido que as palavras adquirem. Quanto mais sintonia melhor a comunicação.
Uma empresa pode ser vista como um pacto entre todos que dela fazem parte. Ou, apenas um lugar onde as pessoas aplicam o seu tempo em troca de um salário. O primeiro caso pressupõe o conhecimento e a aceitação por todos de princípios e compromissos que geram a participação. No segundo, valem apenas as regras momentâneas do jogo, sob intensa supervisão.
Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, a águia, aos quarenta já está com as unhas compridas e flexíveis - e não consegue mais apanhar suas presas para poder se alimentar. O bico alongado e ponte agudo fica curvado. Apontadas contra o peito estão às asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas.
Voar, portanto, fica dificílimo. E, nessas circunstâncias, a águia tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que chega a durar quase seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não necessita voar. Após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, a águia sai para o vôo da renovação que possibilitará a ela viver mais trinta anos.
Jacques Cousteau, o grande oceanógrafo francês, autor de observações sobre o comportamento e da vida de inúmeras espécies, como esta das águias, dizia que em nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação; e que para um vôo de renovação, precisamos nos desprender de certas lembranças, de certas mágoas, de certos costumes, hábitos e outras tantas coisas que nos causam dor.
Hannah Arendt, filósofa alemã, autora de "A Condição Humana" dizia que "é no esforço pelo entendimento de si mesmo que o ser humano passa a entender melhor os seus semelhantes".
Exercitar o entendimento com a colaboração efetiva das pessoas-chave da empresa constitui um caminho seguro para debater questões como estratégia empresarial, o que é realmente o negócio da empresa, seus produtos/serviços, sua missão e a visão de futuro mais desejável para a organização. A partir daí, é preciso levantar os pontos fortes e os pontos fracos tendo em vista a realização de um planejamento estratégico competente. É claro que todo esse esforço só tem um sentido: a satisfação total do cliente. É para ele que você trabalha. É ele quem paga as suas contas no final do mês!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor Universitário e Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental.
guiarh.com.br/paulobotelho.htm
terça-feira, 26 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Jogos de T&D: lições valiosas

Atualmente, uma das metodologias mais utilizada pelas áreas de T&D das organizações são os jogos, sejam eles de tabuleiros, eletrônicos ou vivenciais, os quais levam de forma lúdica o aprimoramento de características fundamentais para a carreira de um profissional e para o bom andamento de uma empresa.
Acompanhado de atividades que “mexem” com a emoção, o jogo se faz importante pela forma simples e rápida de atingir os objetivos. Porém, especialistas alertam que, embora sua apresentação seja totalmente lúdica, a brincadeira está bem longe do seu real significado. Implementar um jogo na empresa não é uma brincadeira, mas sim um trabalho sério, com objetivos concretos e fiéis à cultura da companhia.
O sucesso da assimilação vem porque o ser humano quando aprende através dos jogos coloca em uso os dois hemisférios celebrais, o esquerdo, que é responsável pela atividade lógica, racional, e o lado direito, que é um hemisfério mais clássico, artístico e intuitivo.
Para entender melhor, as modalidades de treinamentos lúdicos:
1. Jogo de empresa: é aquele em que o universo do jogo reproduz a realidade da organização sem "camuflar" essa verdade. Se for um jogo para desenvolver a habilidade de fazer um planejamento estratégico, o objetivo, as regras, a meta e o entorno do jogo utilizarão a mesma linguagem do dia-a-dia das empresas.
2. Jogos teatrais: são jogos de caráter mais psicológico que desenvolvem ou treinam habilidades comportamentais (psicológicas), como comunicação, persuasão, técnicas de relacionamento, flexibilidade, adaptabilidade, criatividade, inovação etc. Eles têm um cunho mais pessoal e individual. O foco é desenvolver o participante como pessoa primeiro e como profissional depois, pelo valor agregado.
A aplicação de jogos como parte do treinamento, ou até mesmo no processo de seleção de funcionários é uma prática cada vez mais utilizada pelas empresas brasileiras, seja por se tratar de uma técnica eficaz para o aprendizado dos conteúdos dos exercícios, ou para a integração de um grupo de trabalho.
Programas de capacitação de colaboradores que utilizam games interativos tendem a melhorar os resultados da empresa, através do aumento da percepção de seus trabalhadores. Nestes jogos é comum o uso do tom de voz; modulação e ritmo adequado prendem a atenção das pessoas. Daí a necessidade de "vestir" cada jogo com o adequado fundo de cena, a fim de explorar suas plenas potencialidades educacionais.
Quando as pessoas têm a chance de vivenciar situações-problema e resolvê-las com os recursos que disponíveis, verificando os resultados de suas decisões, a reformulação de procedimentos é facilitada, ou seja, quando se aprende fazendo, a percepção daquilo que foi ensinado é duradoura.
Logo, quando os resultados de um jogo não chegam no esperado, os especialistas são unânimes em dizer que a culpa é do profissional que aplica o projeto.
Aplicando na prática:
1. Defina os grupos com interesses comuns;
2. Analise a característica do grupo: formal, informal, introvertido, extrovertido, motivado, desinteressado etc;
3. Se possível, desenvolva o jogo com foco na visão da organização e não com uma visão fictícia;
4. Desenvolva ações que crie grande expectativa de participação no curso.
A utilização dos jogos nas empresas pode ser realizada para desenvolver quaisquer competências e em quaisquer situações, seja ela em Recrutamento e Seleção; Treinamento e Desenvolvimento etc. O mais importante é atentar para as questões de riscos e estar pronto para atuar nas necessidades, potencialidades e gaps revelados.
artigo publicado em 24/02/2011 site RHcentral
http://www.rhcentral.com.br/destaques/destaque.asp?COD_destaque=87
PORQUE PESSOAS SADIAS PODEM PRECISAR DE UM ACONSELHAMENTO

Quando você se torna íntima em um relacionamento, o amor aumenta. Como resultado, sentimentos mais dolorosos, profundos que estavam guardados, mas que precisarão ser curados virão a tona. Por estar amando você se sente mais confiante, assim ficamos confusos quando esses sentimentos, normalmente represados, vêm à tona.
Para cura-los, precisamos compartilha-los com outra pessoa, mas estamos com medo ou vergonha demais para revelar o que estamos sentindo. Nesses momentos, sem nenhuma razão aparente, nos sentimos deprimidos, tristes, distantes, mas isso mostra os sintomas que vieram a tona e foram bloqueados. Nesse momento mostramos aspectos de nossa personalidades que as vezes escondemos de nos mesmos, o que costumávamos ser (máscaras), começam a ser percebidas, e concluímos, desde muito cedo, aprender a ser de determinadas formas para conseguir o amor do outro.
Aos poucos, como crianças, ainda vamos reprimindo nossos sentimentos, emoções e com isso baixamos nossa auto-estima, e quando nos sentimos seguros do amor do outro, começamos a nos mostrar. Nossas máscaras também começam a nos mostrar muito dos nossos bloqueios, quando repetidos acontecimentos amorosos começam a nos acontecer. Isto é, cometemos sempre as mesmas atitudes e conseqüentemente baixamos o nosso amor próprio, julgando que não somos merecedores do amor.
Quando sentimentos mais profundos vem a tona, projetamos esses sentimentos no outro. Se não nos sentimos seguros para expressar esses sentimentos para nossos pais ou amigos, não teremos coragem de expressar esses sentimentos na presença do atual relacionamento, portanto esses sentimentos serão novamente bloqueados e isso nós torna cada vez mais insensíveis. É nesse momento que ter um aconselhamento é muito útil, quando você está com alguém em que não esteja projetando seus medos, você poderá processar sentimentos que estão vindo a tona.
Estar em um aconselhamento ou grupo de apoio que não conhecemos intimamente mas que são apoiadoras e compreensivas, cria uma abertura para que as emoções doloridas sejam compartilhadas. Nosso parceiro pode apenas nos ouvir e apoiar. Compreender como nosso passado continua a afetar nossos relacionamentos nos liberta para aceitar o fluxo e refluxo do amor. Começamos a confiar no amor e no poder mágico do amor nos tornando flexíveis, compreendendo nossas máscaras (defesas) e fazendo as mudanças necessárias para que o amor dentro de nós flua.
Precisamos nos desapegar do passado, de experiências dolorosas, de aspectos de nossa infância, de valores, crenças socais e integrar novos conhecimentos e sabedoria interior, permitir-nos o perdão, superando as mágoas e ressentimentos, aprendendo a mudar através das experiências afetivas, e ao deixar de julgar, de criticar, de se vitimar, de acusar, de se omitir, você poderá criar uma relação afetiva extremamente gratificante.
Síntese da palestra realizada pela Dra. Margarete Bueno Moscovo
Amor x Máscaras
sábado, 12 de março de 2011
As maiores desculpas esfarrapadas

Li esse artigo num blog chamado INSISTIMENTO, achei fantástico e divido com vocês.
Você já percebeu que a grande maioria das pessoas, sempre que não consegue realizar seus objetivos arruma uma desculpa? O pior, é que usam desculpas que não servem pra nada. Uma desculpa por não cumprir a meta, por não fazer o prometido, em momento algum ajudará na finalização do objetivo.
Ser pragmático é encontrar um meio, é resolver ao invés de dar uma desculpa. Ser pragmático é incomodar pessoas que estão acostumadas a empurrar a vida com a barriga. Quando você não faz o máximo para conseguir o que deseja, você não incomoda ninguém; leva uma vida mediana. Quem vive de maneira mediana é medíocre, e quem arruma desculpas para tudo está vivendo desta forma.
Desculpas esfarrapadas que as pessoas medíocres dão:
“NÃO TENHO DINHEIRO”
Não conheço árvore que dá dinheiro e nunca vi cair do céu. Só conheço uma forma de ter dinheiro, trabalhando! Se o dinheiro está faltando, trabalhe mais. Se trabalhar mais não te dá o tanto que você quer, arrume outro trabalho, estude, aprenda, prepare-se, conheça mais pessoas que possam te dar oportunidades. Falar que não tem dinheiro não fará ninguém comover-se com suas lamentações.
“NÃO TENHO SORTE”
É engraçado como algumas pessoas, que não se dão bem, que não tem sucesso, colocam a culpa no acaso. Reclamar que não tem sorte é não admitir seus próprios erros. A primeira coisa a fazer quando se comete uma falha, é admitir. Ninguém consegue corrigir falhas se não assumir que falha. Pessoas que sempre reclamam que não tem sorte, na verdade são orgulhosas demais para assumir o que precisam corrigir.
“NÃO TENHO EXPERIÊNCIA”
É claro que a maioria das pessoas prefere dar oportunidades para quem já tem experiência. É mais cômodo, o risco é menor e dá menos trabalho. Agora, dizer que não tem experiência é desculpa esfarrapada! Trabalho voluntário dá experiência. São tantas entidades que precisam de ajuda e tanta gente querendo uma mãozinha… Ofereça seu trabalho voluntário e em troca ganhará gratidão e experiência. Caso tenha dificuldades em conseguir trabalho voluntário em entidades, seja voluntário em fazer amizades.
“NÃO TENHO TEMPO”
Todo mundo tem a mesma quantidade de tempo. O dia tem vinte e quatro horas para o pedinte de rua e para o presidente de uma multinacional. Escolher o que é mais importante é o primeiro passo para analisar se o
tempo está sendo utilizado da maneira correta. Todo serviço que não te leva àquilo que você mais quer é um ladrão de tempo. Fazer as coisas como sempre fez sem se preocupar em melhorar os processos é desperdiçar tempo.
“NÃO GOSTO DO MEU CHEFE”
Seu chefe é você mesmo. Se você é subordinado à alguma pessoa e faz corpo-mole por não gostar dela, na verdade, você está prejudicando a si mesmo. Os colegas percebem, os clientes percebem e não demora,
você será conhecido como uma pessoa amarga, molenga e desleixada. Não gostar do chefe ou de colegas de trabalho não é desculpa aceitável. Se brigou com alguém, faça as pazes. Se alguém te magoou, perdoe. Faça pelos clientes, faça por você. E se, por acaso, não conseguir, despeça seu chefe! Vai trabalhar em algo que te faça feliz. Se não gosta do trabalho que você faz, MUDE!
“NÃO GOSTE DE ONDE MORO”
Procure ver com outros olhos. Quando alguém não é feliz no que faz, costuma por a culpa na cidade onde mora. Tente encontrar coisas que não são especificas de sua área, talvez você encontre algumas coisas que
vão te surpreender. Se não encontrar, MUDE! Existem outras desculpas, se prestar atenção em pessoas medianas, terá uma lista enorme de desculpas esfarrapadas. Conviver somente com pessoas medianas vai
te fazer aprender novas desculpas. Encontrar desculpas para tudo é escolher ser medíocre.
http://www.insistimento.com.br/2011/03/03/as-maiores-desculpas-esfarrapadas-que-existem/
Autor: Leandro Branquinho
Revisão: Marcos Rezende
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