quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

ROMPENDO COM CICLOS DE REPETIÇÃO



Por Silvia Malamud

Você já se deparou vivendo repetidas situações que trazem desconforto emocional?

Roberto, por exemplo, é excelente profissional, mas toda vez que recebe promoção em seu trabalho, algo de ruim lhe acontece impedindo que sua nova conquista se realize ou dificultando-a. Na ultima vez, quebrou a perna de tal modo que teve que ficar imobilizado por tempo suficiente para que o início do novo status de trabalho fosse dificultado. Já era a terceira vez que algo desastroso lhe acontecia em vésperas de evoluir... Coincidência? Acaso? Azar? Autossabotagem?

Luiza sempre que engatava num namoro, após cerca de quatro meses de convívio, situações diversas provocavam o rompimento afetivo...

Vivemos ciclos repetitivos, muitas vezes em versões de cenários parecidas, mas com o mesmo conteúdo emocional. A maioria de nós frequentemente passa por versões de sonhos muito semelhantes, versões estas que absolutamente sempre evocam desconforto ao acordar.

O movimento de evolução da alma sempre é o mesmo, acordados ou dormindo todos estamos querendo nos tornar mais lúcidos sobre questões de difícil acesso. Transpor seguindo adiante mais fortalecidos, libertando-nos para viver diferentes experiências e aprendizados é o objetivo. Enquanto a "alma" no sentido de entidade maior não aprender suas lições, não conseguirá seguir adiante em determinadas áreas de sua existência. É a lei.

Terapias profundas de reprocessamento como EMDR e Brainspotting costumam dar conta dessas movimentações e mudanças nos ciclos repetitivos de vida.

Terapias em que apenas se sabe o motivo dos problemas, normalmente não dão conta de transformá-los, a ponto de se mudar definitivamente padrões de funcionamento. Vínculos emocionais profundos e obscuros não fazem parte de experiências precoces que tivemos e são de difícil acesso.

No EMDR, por exemplo, o paciente pode passar pela aventura de assistir a si mesmo em seu nível mais profundo de funcionamento. O máximo é a perplexidade que ocorre à medida que associações profundas e desfuncionais ficam às claras e se reprocessam mudando as respostas tanto neurológicas como emocionais. Certamente, uma grande e lúcida aventura da consciência!


Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=12508

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A MEDIDA DA FELICIDADE



O que determina o progresso de um país? A resposta de muitos seria "o crescimento econômico, medido pelo PIB (Produto Interno Bruto)." Mas muita gente não sabe que foi criado um conceito de desenvolvimento em contrapartida ao PIB. Trata-se do FIB (Felicidade Interna Bruta), originado a partir dos valores espirituais budistas.

Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como principal objetivo o crescimento da economia, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade só é possível quando o desenvolvimento espiritual e material caminham juntos.

O termo foi criado em 1972 pelo rei do Butão, Jigme Wangchuck. O vice-presidente do Conselho Nacional do Butão, Karma Ura, esteve no Brasil na Rio + 20, para explicar a novidade. Segundo ele, o FIB reconhece a felicidade como o maior bem comum de uma nação. A partir disso, nove indicadores foram criados para definir o conceito: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida.

Enquanto o FIB não é realmente adotado como medidor de desenvolvimento das nações, as discussões continuam mundo afora, com os críticos do PIB classificando-o como ineficaz e ultrapassado. A americana Susan Andrews, coordenadora do FIB no Brasil, filosofou:
"Em suma, o PIB mede tudo, menos aquilo que faz a vida valer a pena."

Fonte: www.balisun.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FERRAMENTAS EM EXTINÇÃO



LinkedIn divulga lista de ferramentas de escritório em extinção

O LinkedIn, a rede profissional com mais de 175 milhões de usuários no mundo, divulgou uma lista sobre algumas ferramentas e tendências de escritório que estão prestes a serem extintas. De acordo com 81% dos profissionais brasileiros, a máquina de fax está em extinção.
Como parte do seu estudo de “Ferramentas de Escritório em Extinção”, o LinkedIn pesquisou mais de 7.000 profissionais ao redor do mundo e perguntou quais ferramentas de trabalho e tendências são mais prováveis de não serem vistas no ambiente de trabalho até 2017. De acordo com os profissionais brasileiros, os 10 itens e tendências de escritório que estão se tornando raros e podem até desaparecer nos próximos cinco anos são:

1. Máquinas de fax – 81%
2. Padrões de horário de trabalho – 62%
3. Gravadores de fita – 48%
4. Computadores de mesa – 41%
5. Trajes formais de trabalho (terno, gravata, etc.) – 35%
6. Porta-cartões de mesa – 29%
7. Um escritório com porta – 26%
8. Baias – 25%
9. Telefones de mesa – 23%
10. Cartões de visita – 17%

Globalmente, os profissionais selecionaram tablets (55%), armazenamento em nuvem (54%), horas flexíveis de trabalho e smartphones (que empataram em 52%) como as ferramentas de trabalho que estão se tornando comuns. Os profissionais no Brasil selecionaram horas flexíveis de trabalho (62%) como a ferramenta de trabalho mais comum

Fonte Inicial:http://www.rhcentral.com.br/noticias/noticia.asp?COD_noticia=11572

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Algumas dicas importantes na área de RH



Conceitos, INDICADORES, Benchmarking, Cases - O Modelo de Gestão com as Pessoas que as Empresas bem-sucedidas estão utilizando

Autora: Elizenda Orlickas - fale com a autora
Prefácio de José Augusto Minarelli

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A demissão é previsível, sim!



Por: Gutemberg B. de Macedo

A demissão é uma ameaça sempre presente e constante na vida dos profissionais nos dias atuais, tanto dos maus quanto dos bons; tanto dos incompetentes quanto dos competentes; tanto dos preparados quanto dos despreparados. Não há exceção. Todos estão sujeitos à sua fúria, não importam as suas causas e circunstâncias. A maioria dos profissionais poderá até mesmo sair de sua residência alegre e feliz para o trabalho pela manhã, porém voltar para casa no final do dia, triste, magoado, inseguro e com a sua autoestima destroçada. Eles foram demitidos!

Infelizmente, muitos profissionais se comportam de maneira displicente quanto a essa realidade e ameaça. Até bem pouco tempo atrás, as pessoas afirmavam que a única certeza que os homens tinham era a certeza da morte - "O salário do pecado é a morte" -, ensinavam os teólogos. No entanto, hoje temos de admitir e afirmar que a demissão é tão certa quanto à própria morte. Ela paira sobre a cabeça de todos.

As novas regras do mercado de trabalho mudaram de forma radical. Entretanto, ainda hoje, muitos profissionais não se deram conta dessa transformação. Eles continuam como os homens descritos no relato bíblico nos dias de Noé - a história do dilúvio - descrentes de sua consumação.

William Bridges, renomado consultor norte-americano, em seu trabalho, "Job Shift", as definiu nos seguintes termos:

- Todo empregado é um trabalhador contingente, não apenas os trabalhadores em tempo não-integral e sob contrato. O emprego de todos é contingencial aos resultados que a organização atingiu;

- Os trabalhadores precisam considerar-se como pessoas cujo valor para a organização deve ser demonstrada em cada situação sucessiva em que se encontrarem;

- À luz de sua contingência, os trabalhadores precisam desenvolver uma mentalidade, uma abordagem ao seu trabalho e um modo de administrar suas próprias carreiras que mais se assemelhe à de um vendedor externo (prestador de serviço) do que à de um empregado tradicional. É prudente que os trabalhadores pensem que estão no seu próprio negócio e que, na verdade, suas tarefas lhes foram entregues pela empresa como um serviço terceirizado;

- Os trabalhadores devem agir como pessoas que estão num negócio próprio e manter um plano de autodesenvolvimento de carreira, assumir a responsabilidade de investir em fundos de seguro-saúde e aposentadoria e renegociar seus acordos de remuneração com a organização quando e se as necessidades organizacionais mudarem;

- E, por último, eles precisarão estar prontos para passar de um projeto para outro dentro da mesma organização, também devem esperar que, mais frequentemente do que no passado, precisarão mudar de uma organização para outra.

A velha piada sobre os trabalhadores das indústrias expressa de maneira jocosa esse novo quadro do mercado de trabalho.

Dois empregados conversavam sobre como as novas regras do mercado poderiam afetá-los; um deles questionou: "Você acha que o seu emprego está em perigo? Ao que o colega retrucou: "Não. Meu emprego está muito seguro. Eu é que sou dispensável". (Speakers Library of Business Stories, Anedoctes,humor, de Joe Griffith, 1990, pág. 182)

Caro leitor, a demissão é previsível, sim. O primeiro passo para a sobrevivência é descobrir se existe risco de você perder seu emprego atual. Uma vez definido o grau de risco a que está exposto, você poderá preparar um plano e agir inteligente e apropriadamente para assegurar a sua permanência na empresa, se e quando possível.

Para ajudá-lo nessa tarefa - determinar o quanto está em risco o seu emprego -, preparei as seguintes perguntas. Ao respondê-las, preste muita atenção ao número de vezes em que responde de maneira afirmativa. Se as suas respostas foram de natureza afirmativa, prepare-se. A sua demissão pode ocorrer a qualquer momento.

- Sua empresa tem problemas de fluxo de caixa ou está endividada? A diretoria já tentou induzir funcionários com mais tempo de casa a se aposentarem mais cedo?

- Existe proibição de novas contratações para os próximos seis meses?

- A sua companhia passa por processo de fusão, aquisição ou de reengenharia?

- O seu gerente, ou o diretor dele, foi demitido?

- A diretoria anunciou medidas drásticas de contenção de despesas, inclusive do cafezinho?

- O seu gerente prevê o término de um contrato sem promessa de renovação ou extensão?

- Na sua última avaliação sua nota foi abaixo da média?

- A empresa parou de investir em propaganda dos seus produtos?

- A sua companhia anunciou perdas nos últimos trimestres?

- O seu gerente está se encontrando com o gerente de recursos humanos?

- Você não é mais convidado para as reuniões das quais participava anteriormente?

- O seu diretor está prevendo para breve nova redução no quadro de funcionários?

- Você é a pessoa mais bem paga no seu grupo, enquanto que existem outras pessoas em níveis inferiores que são capazes de desempenhar o seu trabalho?

- Você tem um relacionamento distante ou conflituoso com seu gestor?

- Você desenvolve tarefas que não contribuem diretamente para os lucros da companhia - "fake work"?

- Você perdeu o interesse no seu trabalho e o executa com indiferença, displicência e falta de paixão? O mundo do trabalho muda a cada dia.

Portanto, seja sábio. Nenhuma empresa tem obrigação de lhe oferecer um emprego para toda vida.

http://www.rhcentral.com.br/artigos/artigo.asp?cod_tema=2874

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A ficção também pode estar presente na sua empresa



Tags: Salada corporativa | Avenida Brasil | Empresas
Colaborador: Salada Corporativa


Devido ao meu excesso de trabalho e à rotina social desgastante, poucas vezes tenho tempo para assistir à televisão sem compromisso.

Dia desses, consegui assistir à novela das 21h, da Rede Globo, Avenida Brasil, do inicio ao fim. Percebi que a trama é bem complexa e cheia de “lobos em pele de cordeiros”. Logo que formatei a história em minha cabeça, percebi que essa trama fictícia tem muito a ver com algumas histórias reais da empresa em que faço parte.

Só pra contextualizar, estou em uma empresa há pouco mais de quatro meses, apenas. A empresa é de médio porte e está deixando de ser uma empresa familiar para se tornar uma empresa formal com três sócios, de grande porte, com perspectivas de crescimento nacional nos próximos cinco anos.

O RH que antes existia era burocrático dentro das rotinas de DP e ocasionalmente pirotécnico, ou seja, organizava festas incríveis dentro da empresa. Mas, a minha contratação veio para mudar um pouco esse funcionamento. Hoje o RH já esta caminhando da divisão do DP para a atuação de maneira estratégica e diferenciada dentro da empresa.
Tive a sorte de ter no comando da empresa uma diretora que começou a quebrar paradigmas dentro da empresa. Um deles foi a divulgação sobre a real função do RH dentro do ambiente corporativo. De início, ela já disponibilizou um espaço cativo em reuniões estratégicas de diretoria.

A solicitação da vez por parte da direção geral da empresa é que os gerentes modifiquem a postura, amadureçam e profissionalizem as demandas, atendendo às expectativas da empresa. Cerca de 80% dos gerentes chegaram nessa posição por serem os melhores técnicos/operacionais e ou por serem antigos na empresa, 60% possui nível superior completo, 70% mais de 45 anos de idade.

Todas as vezes que o RH sai de uma reunião com a diretoria, as solicitações começam a “pipocar” dentro da empresa. E então, quando começam as rodadas de reuniões entre RH e gerentes para estabelecer metas, propor mudanças e estabelecer prazos, começa a novela: Oi, oi, oi!

O Gerente Patrimonial (Mãe Lucinda) me conta histórias sombrias do passado e de como e quais circunstâncias levaram o Gerente Operacional (Carminha) até essa posição dentro da empresa. O Gerente Comercial (Nina) sempre sorri e me trata muito bem e vive dizendo para “os quatro ventos” o quanto o RH é importante e que logo o RH ajudará a empresa a mudar para melhor! O Gerente Financeiro (Max) vive acusando o Gerente estratégico (Nilo) de adorar gastar o dinheiro da empresa em “farras” particulares para conseguir novos investidores.

Em no fim essa é a trama que eu vivo hoje dentro da empresa. Meu maior medo é de fato ser ou me transformar no Tufão. Imagina?

Brincadeiras à parte, a história é essa e eu não quero ser absorvido por essa trama. Desejo melhorar a situação, mas ao mesmo tempo, minha diretora “quer pra ontem” os resultados. Quando sou indagado sobre o modelo de gestão empregado por cada gerente, fico muito perdido, pois eles agem como se nada estivesse ocorrendo, se acham “Deuses do Olimpo” e são muito autoritários.

Sei que não existe uma “receita” para mediar esses conflitos, porém acredito que compartilhando essa história muitas ideias possam surgir e muitas outras pessoas/RH podem se identificar com a trama e compartilhar suas experiências. Que tal trocarmos informações e acabar com a “Avenida Brasil” Corporativa?



O blog Salada Corporativa é uma iniciativa da empresa Argumentare, suas sócias são as chefs do blog e publicam, diariamente, textos sobre comportamento humano, coaching, gestão de carreira, empreendedorismo, dicas de livros, cultura e lazer.

O que mais elas têm em comum? Reúnem excelência acadêmica e sólida experiência corporativa, são apaixonadas por escrever, compartilhar ideias, ler, aprender… Têm imenso interesse por gente, música, viagens, vinhos e gastronomia

QUAL É O SIGNIFICADO QUE VOCÊ DÁ PARA SUA VIDA?